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Promotoria solicita júri popular para PMs após chacina em Paraisópolis

Morte de nove jovens durante baile funk motiva pedido do Ministério Público de SP

03/02/2026 às 10:04
Por: Redação

O Ministério Público de São Paulo entrou com um pedido na Justiça para que 13 policiais militares envolvidos na morte de nove jovens em um baile funk no bairro de Paraisópolis sejam levados a júri popular.

 

O crime ocorreu na noite de 1° de dezembro de 2019, quando um baile funk na DZ7, uma comunidade de Paraisópolis, capital paulista, foi palco da tragédia.

 

Em suas alegações finais no Tribunal de Justiça de São Paulo, a promotora de Justiça Luciana André Jordão Dias apresentou o pedido. Esta fase do processo pretende determinar se os policiais irão a júri popular.

 

O júri popular, conforme previsto na Constituição, é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. Ele é composto por sete jurados, escolhidos entre a população, que decidirão sobre a culpabilidade dos réus.

 

Os 13 policiais enfrentam acusações de lesões corporais e homicídios triplamente qualificados, embasados por motivos torpes, recurso que inviabilizou a defesa das vítimas e meio cruel vinculado ao perigo comum.

 

De acordo com a promotora, as investigações indicam que os policiais assumiram o risco de matar, ao fecharem vias ao redor do baile, barrando rotas de fuga dos jovens e gerando pânico entre os presentes. A força utilizada também teria sido desproporcional.

 

O Ministério Público destacou que a multidão foi levada para a Viela do Louro, um local inadequado para comportar o número de pessoas presentes na festa.

 

Detalhes do massacre

O episódio trágico em Paraisópolis resultou na morte de Gustavo Cruz Xavier, Denys Henrique Quirino da Silva, Marcos Paulo de Oliveira Santos, Dennys Guilherme dos Santos Franco, Luara Victoria de Oliveira, Eduardo Silva, Gabriel Rogério de Moraes, Bruno Gabriel dos Santos e Mateus dos Santos Costa, com idades entre 14 e 23 anos.

 

Na época, a Polícia Militar alegou que os agentes responderam a um ataque de criminosos que dispararam contra viaturas e fugiram em direção ao evento.

 

A corporação manteve a versão de que as vítimas teriam morrido pisoteadas, versão que enfrenta resistência por parte das famílias.

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